Ponto Vermelho
Frenesim…
9 de Fevereiro de 2016
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Se quiséssemos olhar para trás constataríamos que para além do longo caminho percorrido, este voltou a estar recheado das surpresas mais inesperadas quase todas a desmentir todos aqueles (e foram muitos!) que num exercício extemporâneo quiseram antecipar resultados que acabaram por os contrariar nas mais elementares previsões. O futebol provou mais uma vez contra toda a lógica e se necessário fosse, que o passado nem sempre se confunde com o presente e muito menos se reflecte no futuro, embora as previsões e os resultados no momento pareçam indiciar certezas quase absolutas...

É certo que muitas vezes a lógica clubística a raiar o irracional faz prevalecer os desejos de muitos. Mas tendo em conta as surpresas que podem acontecer a cada virar de esquina, mandaria a prudência alicerçada nos princípios em que o futebol assenta, que aqueles que têm por missão informar e esclarecer a opinião pública e em particular os adeptos (aparte o seu posicionamento), se regessem por cartilhas mais comedidas e mais reais, conseguissem despir a camisola e/ou de outros interesses, para que o mundo do futebol se aproximasse mais da realidade que representa e não da que é empolada e nos querem impingir a cada dia que passa.

Sendo uma questão já antiga, a importância do futebol que se joga fora das quatro linhas tem vindo a ser reforçada, porquanto todos os pormenores contam para ajudar a nossa equipa ganhar mesmo que sejam adulterados de propósito e deixem por isso muito a desejar. A prática continuada e persistente desses expedientes criou habituação e barragens de fogo de artifício que serve para disfarçar esses aspectos maléficos e nocivos das boas práticas que em conjugação com a falta de memória têm feito progressos acentuados, ao ponto da verdade desportiva ser sistematicamente distorcida, sem que isso cause espanto ou sequer indignação numa boa percentagem dos espíritos.

Não confundimos, como é óbvio, os que no direito da sua legítima expressão e independência produzem comentários e formulam previsões tendo em conta as perspectivas e os dados e informações propiciadas pela conjuntura do momento. Sabe-se como isso na pré-época pode ser fundamental para orientar e (re)definir tudo o que virá a seguir. Poderá haver sempre margem de erro significativa, mas se tal for feito com seriedade e isenção, o futuro se muito diferente, apenas vem comprovar que o futebol continua a ser igual a si mesmo – recheado de surpresas e de volte-faces. Não, não é desses que estamos a falar!

Estamos a referir-nos aos que, de forma desequilibrada e desonesta em termos intelectuais, enveredaram pela crítica fácil, pela tese do bota-abaixo sem sequer se darem ao trabalho de analisar as incidências subjacentes a uma situação que deu lugar a uma horrível pré-época e aos tempos que imediatamente se seguiram. E como não se poderá dizer que terá sido uma surpresa pois tinham a experiência ainda bem viva de igual período da temporada anterior, isso leva-nos a concluir com alguma margem de segurança, que o alarido e as críticas destrutivas foram tudo menos inocentes. Percebe-se que isso tenha acontecido em determinados sectores concorrenciais que sempre fizeram disso alarde e faz parte do jogo, mas já consideramos inadmissível que tal se tenha verificado com outros em que a sua missão não é baralhar e desinformar. Antes pelo contrário.

Temos assim que a assumida mudança de paradigma do Benfica não só tem vindo paulatinamente a afugentar os espíritos mais derrotistas como indicia querer estabilizar e progredir nos objectivos pré-estabelecidos, apesar de algumas variáveis não darem tréguas e continuarem a ser madrastas. O que vem comprovar que por mais conservador que sejamos na análise aos dados disponibilizados para podermos formular previsões, há sempre componentes que fogem ao nosso controle e podem vir a condicionar de forma significativa, o planeamento e os resultados. Apesar de tudo, aconteça o que acontecer doravante, é já lícito concluir de forma clara que as teses dos profetas da desgraça falharam e nem mesmo aspectos marginais que poderíamos considerar como deprimentes e usados de forma intensa, sobrelevaram a força do querer e da razão.








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