Ponto Vermelho
Apenas e só futebol…
14 de Fevereiro de 2016
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Vamos por partes: A maioria das previsões e a lógica apontavam o Benfica como favorito no clássico. Por força do trajecto que ambas as equipas vinham evidenciando e, basicamente porque o ambiente da Luz poderia servir de factor decisivo na consumação de uma vitória benfiquista que, a acontecer, deixaria na prática os dragões arredados do título porquanto seria um autêntico milagre se a diferença pontual (para os dois clubes à sua frente) fosse eliminada. É claro que as posições mais conservadoras e desconfiadas apontavam para a eterna dúvida prudencial de que em clássicos não há favoritos…

Como se previa, numa noite em que a esmagadora maioria dos sportinguistas eram dragões desde pequeninos, qualquer que fosse o resultado daria sempre azo aos mais variados, interessantes e porventura hilariantes comentários. Mesmo que não fossem revelados no facebook… , o que prova a diferença acentuada entre as pessoas, por questões clubísticas ou outras. O normal nestas circunstâncias mesmo entre benfiquistas, sabida a diferença gritante entre as várias posições e maneiras de observar muitas vezes reveladoras de estados de espírito daqueles que nunca conseguem aceitar resultados menos bons mesmo que justos, o que, diga-se com veemência, esteve longe de ser o caso.

Aconteceu, mais uma vez, simplesmente futebol, sendo que desta vez o resultado não sorriu às nossas cores. E quando assim é ninguém pode ficar satisfeito mesmo que, ao contrário de várias vezes no passado ainda bem fresco na nossa memória, o Benfica se ter apresentado por norma descaracterizado sempre que enfrentava os azuis e brancos, o que levou a um histórico de exibições e sobretudo de resultados nada favoráveis e compatíveis com o historial encarnado. Uma vez que se deve falar do passado apenas para recordar a alguns mais desmemoriados, importa antes do mais, falar do presente. E, neste particular no que toca à época em curso, nos dois jogos com o FC Porto, o Benfica apesar de ter perdido ambos, abandonou as manifestações de receio e demonstrou maior ambição, em particular no jogo de 6.ª Feira em que teve hipóteses sérias de poder atingir outro resultado muito distinto.

Salvaguardadas as devidas diferenças no peso e categoria das equipas, que parte foi substancialmente diferente, por exemplo, nos dois últimos jogos disputados em Moreira de Cónegos e no Restelo? De concreto a mais visível teve a ver com a eficácia demonstrada; as chances de golo voltaram a acontecer em profusão, só que desta vez, ao invés do que se vinha registando, não foram aproveitadas quer por défice próprio quer pela superior exibição do guarda-redes contrário. Uma constatação que revela que os resultados do futebol podem por isso, vir a contrariar toda a lógica sequencial.

Mas terá sido isso apenas que determinou o resultado? Em grande parte sim, mas não só. Na etapa complementar o Benfica, apesar de continuar a criar oportunidades esteve, globalmente, aquém daquilo de que é capaz. Nem sempre os jogadores mais influentes e criativos estão em dia sim e isso terá sido o que aconteceu com Gaitán e Jonas apenas para referir alguns que estiveram alguns furos abaixo daquilo que é norma produzirem. Porventura por questões de menor inspiração e evidentemente pela marcação eficaz a que estiveram sujeitos. E se acrescermos a isso a falta de eficácia encarnada em contraponto com o excelente aproveitamento azul e branco (2 golos em 3 oportunidades), encontraremos a justificação para este resultado adverso.

Temos pois um campeonato animado, agora que a diferença pontual entre o primeiro e o terceiro é de apenas 6 pontos quando ainda vai haver um derby e um clássico que, no caso do primeiro, servirá para desfazer a dúvida existencial que tanto perturba a mente da legião de comentadores; aquilatar se o saldo do Benfica será seis em seis ou um em cinco. Ah, e se Jonas só é forte com os pequenos… Não terminamos sem referir uma tirada tonitruante a cargo do ex-Director do Record, Alexandre Pais. Escreveu o articulista que Rui Vitória demonstrou alguma falta de tarimba ao colocar nos minutos finais Gaitán como falso lateral esquerdo. Deveras curioso; quantas vezes assim procedeu Jesus até mesmo em jogos internacionais? Terá sido por ter tarimba a mais?

PS:- Pinto da Costa voltou a falar, ajudando a perceber os pontos de confluência com Jesus…








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