Ponto Vermelho
Estórias de embalar papalvos
20 de Fevereiro de 2016
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Está-lhes na massa do sangue! Dia (ou noite) em que não sejam tecidas considerações que fujam à humilde compreensão de qualquer cidadão-adepto do futebol mais avisado, não é seguramente um bom período de tempo. Muitas das pessoas que fazem por ignorar as atoardas e os disparates, fazem-no como é óbvio por opção própria e por entenderam que não vale a pena gastarem cera com tão ruins defuntos. E, numa perspectiva ainda mais recatada, porque não pretendem descer ao mesmo nível basista e rasteiro. São opções não criticáveis que resultam da decisão livre de cada consciência e também porque ao fazê-lo, iriam contribuir para o aumento do ruído que já é demasiado.

Isso não significa, de modo nenhum, que concordem minimamente com essas ideias desconchavadas e essa linguagem desbragada que só procura fomentar o conflito. Assim sendo, fica caminho livre para que as pessoas que recorrem a esses procedimentos possam dar largas à sua imaginação pouco fértil e repitam, de forma constante, os mesmos argumentos e a linguagem de taberna para gáudio de gente da mesma igualha que em vez de discutir o futebol, aprecia mais ocupar-se dos seus aspectos de pormenor, na convicção plena que os excessos de liberdade de linguagem que lhes são permitidos sê-lo-ão para todo o sempre. Não importa os protagonistas, o que é importante é denegri-los a propósito de tudo e de nada.

Há, evidentemente, alguns campeões neste patamar que fazem a toda a hora alarde da sua fraseologia de cordel, especulativa e não raras vezes agressiva no mau sentido do termo. Criticar é obviamente um direito que assiste a todo o cidadão seja qual for a sua condição ou profissão. Mas entrar por caminhos ínvios utilizando argumentos fúteis e de natureza duvidosa não será certamente o mais aconselhável, mesmo que isso dê audiências ou aumente tiragens. Um vendedor de banha da cobra seja quais forem as ideias que dispenda não passará disso mesmo, e um pasquim, seja qual for a natureza e formato, será sempre um pasquim a representar a mentalidade, as opções e os interesses de quem nele escreve. Seja qual for a sua função.

Interesseiros, caminham sempre do lado favorável do vento contando com as emoções sejam elas favoráveis ou não, tentando explorar a memória curta dos adeptos. Não deixaram pois de ser sintomáticas as ilacções extraídas do recente Benfica-FC Porto em que as incidências contraditórias registadas serviram para concluir de modo definitivo uma outra realidade completamente diferente logo desfeita pelos jogos que se seguiram. Não rejubilamos com isso porque de nada nos adianta, mas serve para comprovar a justeza da situação. Os adeptos do Benfica, contrariamente ao apregoado por um dos mestres do lixo noticioso - Octávio Ribeiro (OR) –, estão longe de estar eufóricos, tal como não ficaram deprimidos com o jogo anterior. Apenas cônscios da realidade que se pode alterar a qualquer momento em qualquer direcção ou não se tratasse de futebol!

Todavia, a sua tentativa descarada de rebaixar o plantel encarnado e alguns dos seus jogadores, acabou mais por nos divertir do que nos machucar como disse uma vez o saudoso António Almeida Santos. Ao entrarmos no último terço do campeonato em que tudo vai ser decidido, todos os truques e expedientes serão chamados ao palco, mesmo que colidam frontalmente com as boas práticas de informação. OR faz parte do grupo que perfilha a teoria genérica de que tudo o que seja nacional é mau mesmo no futebol, questão que se agrava se se tratar do Benfica. Foi nesse enquadramento que o Zenit, de repente, passou a ter grandes deficiências colectivas depois de ter vencido o seu Grupo de apuramento. Ao Benfica, segundo as previsões deste profeta da desgraça, nada resta seja interna ou externamente dado que, por exclusão de partes de Porto e Sporting, não tem sequer plantel que possa ser gerido. O que vale é que, como sempre, as contas fazem-se no fim e não só em função dos resultados…










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