Ponto Vermelho
Factos e personagens
1 de Março de 2016
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1. O Sport Lisboa e Benfica comemorou no passado dia 28, 112 anos de existência. Fê-lo com a habitual pompa e circunstância reveladora do grande Clube que é, e que, há muitos anos, extravasou fronteiras tornando-se num símbolo e numa referência em todo o Mundo. Por isso é tão invejado, sobretudo neste pequeno canto encostado ao vasto mar que outrora nos deu as chaves do Mundo. As doses maciças de benfiquismo estiveram bem vivas e presentes em todos os actos e intervenientes, demonstrando o mérito e a gratidão que tocou em todos, sinónimo da paixão imensa que invade cada benfiquista. Em cada homenageado esteve bem patente o reconhecimento, com a cerimónia a revelar sempre a elevação de cada acto. Permitam-nos, no entanto, destacar três: a mensagem do presidente que focou com precisão os pontos que tinha que abordar, a homenagem (mais do que merecida) aos distintíssimos "Magriços", e, por último, a participação sagaz ainda que nem sempre feliz do esforçado apresentador.

2. Depois de sucessivos escândalos que envergonharam e arrastaram para a lama o mundo do futebol, foi finalmente eleito o novo presidente da FIFA. Tal como no futebol jogado dentro das quatro linhas nem sempre ganha a equipa favorita pelo que a vitória do italo-suíço Gianni Infantino constituiu, de certo modo, uma surpresa para muitos observadores. Como tem sido realçado foi uma conquista com forte participação portuguesa com a F.P.F. a empenhar-se de modo intenso na campanha, pelo que a vitória de Infantino tem um certo sabor luso, revelando que os portugueses são tão ou mais competentes do que outros a quem andamos sempre a incensar. A grande maioria está expectante sobre o novo rumo que doravante irá ser imprimido, mas algo apreensiva com os sintomas de corrupção um pouco por todo o lado e que, aliás, fez cair Sepp Blatter e por arrastamento Platini. Esperamos que no futuro a voz de Portugal seja ouvida com maior insistência e que a FIFA (bem como a UEFA), entrem decididamente numa nova era de maior rigor e transparência. Para o desenvolvimento e progresso do futebol.

3. Nos meandros do futebol caseiro nada de novo e relevante, pois os mesmos protagonistas que têm alegrado as audiências e as tiragens fazem questão de não querer largar a bola tal como os meninos no recreio. E até o ultimamente discreto Pinto da Costa que andava desaparecido em combate surgiu do nada para enviar os tradicionais bitaites, com a tal pretensa ironia que faz as delícias de alguns membros do seu séquito de seguidores incluindo alguma da seguidista comunicação social. Não há dúvida que a vitória sobre o Benfica deu-lhe um novo alento e a esperança de ainda poder lutar pelo campeonato que já julgava perdido. Por sua vez em Alvalade, o frenesim e o nervosismo adensam-se cada vez mais dado que a hora da verdade está a chegar. A parte financeira preocupa e de que maneira, depois dos aventureirismos e irresponsabilidade do seu presidente, e uma das únicas escapatórias – a venda de activos futebolísticos –, já começou a girar com William Carvalho (uma carroça na expressão curiosa de J.A. Saraiva) a baixar a cláusula de rescisão para ver se alguém lhe pega, e Rui Patrício (que segue o caminho de vários anteriores jogadores que tinham tantos compradores mas acabaram por nunca ser vendidos…), a ser agitado no mercado na esperança de um desenlace feliz…

4. No capítulo da justiça desportiva vamos de mal a pior, ou se quisermos ser compreensivos, mantem-se o registo constante da inércia. Alguém compreende que factos ocorridos em 21 de Novembro ainda não tenham sido resolvidos, abrindo caminho à maledicência e à especulação? Certamente que não! Mas é isso que está a acontecer com a agressão sem bola de Slimani a Samaris. As queixas e queixinhas do Sporting sobre outros casos ocorridos no mesmo jogo com Eliseu e Jardel são apenas tiros de pólvora seca, muito embora o árbitro do encontro depois da deplorável arbitragem que protagonizou tenha ajudado à festa. Foi por isso que o CJ (alguns juristas têm dúvidas sobre a sua competência neste caso) devolveu o processo ao CD unicamente devido ao tempo do verbo utilizado por Jorge Sousa. Estamos mesmo a ver que o C.D. ao voltar a debruçar-se sobre o processo terá, porventura, que contratar um perito linguístico para poder decidir sobre as nuances de expressão… Não é tão giro este nosso futebol?...












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