Ponto Vermelho
Reacções de perdedores…
16 de Março de 2016
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A Luz poderá não ser o centro do Mundo do futebol português mas de uma coisa temos a certeza absoluta; é que Alvalade jamais o será, apesar do nível de decibéis, do banzé que lá é protagonizado diariamente, ou do alarido mediático que é provocado. Seja através de declarações dos seus dirigentes, seja por intermédio dos inúmeros pontas-de-lança na comunicação social, ou seja ainda por via das sempre activas redes sociais onde o 2.º maior clube nacional campeia - o antibenfiquismo… O que é facto é que existe ainda quem seja receptivo a essas manifestações de primarismo e nesse alguém inclui-se quem devia estar de fora – alguns media com aspirações a pasquins, porque estes, já existem há muito...

Basta observar as declarações públicas dos técnicos dos principais clubes para se poder concluir que os mind games e os convites à insubordinação são o pão nosso de cada dia. Em vez de se falar especificamente no futebol jogado dentro das quatro linhas, aborda-se com ênfase doentia os aspectos lúdicos fora delas, sendo até interessante observar que pessoas que sempre tiveram dificuldade em lidar com as palavras e articular frases consequentes, são confrontadas e desenvolvem temas ridículos que até já saturaram as tascas mais puras e originais…

Daí que, para aqueles que por interesse ou dever de ofício, são forçados a olhar para a dimensão do fenómeno na esperança vâ de ouvirem falar sobre os aspectos interessantes do futebol fiquem cada vez mais desiludidos, porquanto nada de relevante acontece a não ser as questões sobre a quadrilhice que, pelos vistos, ainda faz furor em alguns sectores que em vez de se preocuparem com os seus próprios problemas empurram-nos com a barriga para a frente na convicção de que falando dos outros, eles se possam auto-resolver.

Um verdadeiro festim que não resulta a favor do nosso futebol e conduz a que o mesmo esteja quase sempre a atravessar fases de hibernação crónicas de que só se libertará quando se deixar de falar mais dos outros do que nós próprios e se olhe de forma decidida para a frente, na medida em que temos potencialidades que poderão e deverão ser exploradas e assim rumar ao progresso tantas vezes reclamado mas pouco praticado devido a aspectos marginais que só contribuem para o aumento dos atrasos estruturais. Os avanços fazem-se com firmeza e sem hesitações, depois de ponderados e traçados os caminhos que se afigurem mais adequados às circunstâncias.

Esta temporada por razões já exaustivamente abordadas teremos atingido recordes. Isso deve-se ao modo de ser e de agir dos protagonistas de sempre, a que se juntou o adepto fanático que queria ser presidente e conseguiu-o através de promessas e discursos populistas que cativaram grande parte da plateia de Alvalade desiludida com décadas de submissão, de retrocesso e de falhanços rotundos. Para activistas menores ávidos de conquistar as luzes da ribalta e de se fazerem ouvir e notar, entende-se que a estratégia desenvolvida tinha que ser aquela. Não se percebe e muito menos se enxerga, é a forma e o conteúdo que ultrapassou todos os limites de tolerância aceitáveis sem que ninguém colocasse travão nas suas investidas desbocadas que incendiaram o futebol.

Aplaudido e incentivado por um lado, por todos aqueles que entendem que a melhor forma de gritar a razão com ou sem substância, é elevar o nível da poluição seja ela sonora ou não, o seu ego desmedido determinou-lhe que o melhor caminho era prosseguir sem desfalecimentos numa cruzada onde todos os que não seguem a sua cartilha passam a ser considerados como inimigos. Para isso tenta confundir a instituição centenária que é o Sporting consigo próprio como se todos os que o antecederam tivessem sido incompetentes ou algo mais, como se infere das consequências derivadas pela tão badalada auditoria (a propósito, ficou em banho-maria ou está a seguir a tramitação pois deixamos de ouvir falar dela?). O frenesim público de apoio de pessoas de quem pelas suas posições anteriores se exigiria mais e melhor, diz tudo acerca da paranóia que grassa pelos lados de Alvalade…








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