Ponto Vermelho
Curteza de vistas…
24 de Março de 2016
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Enquanto prossegue a azáfama para prolongar o estado de indefinição do campeonato fabricando um suspense muito para além daquele que deriva das actuais perspectivas dos 3 candidatos ao título maior do nosso futebol, a Selecção Nacional promove um breve interregno para disputar dois jogos particulares ou para sermos mais exactos, de antecipação da preparação para o campeonato europeu de França. Situação normal FIFA aproveitada por várias outras Selecções que irão estar presentes no mesmo evento e noutras provas noutros continentes, e que já começa a despertar as atenções do Mundo do futebol. Na Europa e no Mundo, muito embora em Portugal a fobia clubística tenda a desvalorizar e até a esquecer a situação, excepto se for para promover a candidatura e promoção de jogadores do seu clube de eleição.

Este facto comezinho em vários lugares, adquire particular importância em Portugal pois costuma(va) ser hábito os jogadores serem seleccionados a pedido, levando em linha de conta os ganhos que tal situação propicia aos vários interessados: os jogadores em primeiríssimo plano, os Clubes e ainda os agentes e empresários. A Selecção e o País que deveriam ser os beneficiários determinantes, passam a ser factores secundários. Foi essa a regra do jogo durante tantos e tantos anos, muito embora seja justo reconhecer que os últimos tempos esforçaram-se por demonstrar que essa limitação tem vindo a ser paulatinamente ultrapassada. Esperemos que de modo definitivo.

Mesmo fazendo um esforço para sermos independentes face à questão clubística, temos que convir que nunca é fácil a situação de um Seleccionador. Se já nos Clubes é complicado ao treinador escolher perante a multiplicidade de opiniões e interesses, imagine-se o que não será o Seleccionador ter de optar quando uma panóplia de interessados formulam opiniões ainda mais diversificadas, pressionam e tentam obter vencimento para os seus créditos e objectivos. Não se afigura fácil, pois quaisquer que sejam as suas opções, haverá sempre alguém que discorda porque no patamar limitado que os condiciona há-de sempre achar que a escolha prejudicou o seu clube…

Embora se possam formular conjecturas nesta fase, entendemos não ter ainda atingido o ponto para colocar esta discussão em cima da mesa de modo definitivo, ultrapassando outras metas que sendo mais imediatistas estão por isso mais carentes de atenção. Tudo a seu tempo e concentrando esforços naquilo que são os horizontes mais próximos atendendo até, que para uma boa parte a Selecção não é vista como um objectivo no sentido lato, mas simplesmente um veículo de promoção para os nossos jogadores. Um estado de alma que só de altera quando as circunstâncias se tornam excepcionais para a Selecção das quinas.

Contudo, houve gente que acordou e de repente, ao deparar com a interrupção do campeonato motivada pela Selecção, enxergou que não indo haver conferências de imprensa nem Flash Interviews dos treinadores para lhes serem colocadas aquelas questões extraordinariamente importantes sempre desligadas do jogo em discussão e, principalmente, as críticas soezes às equipas de arbitragem depois de vistas e repetidas até à exaustão as imagens que servem para as crónicas dos jogos e em particular para a semanada intensa que se segue nas televisões, era tempo de dar os seus bitaites em favor do(s) jogadore(s) do clube preferido. Fernando Santos certamente estará atento…

Não é difícil prever que os próximos jogos de Portugal, sendo de preparação, servem para fazer uma aferição séria do estado e forma dos jogadores candidatos a seleccionáveis. Que nunca poderá ser definitiva porquanto falta ainda tempo para avaliar os jogadores que neste momento na cabeça de Fernando Santos se perfilam como os possíveis eleitos. Os imponderáveis que estão sempre a acontecer como lesões, castigos e baixas de forma são sempre passíveis de acontecer e por isso, há que encarar com atenção os novos desenvolvimentos até chegar o momento H que irá estabelecer a lista definitiva e, mesmo essa, susceptível de mudanças de última hora. Não se afadiguem, portanto, pois até lá teremos tempo sendo que o actual requer outras atenções...








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